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Trigo no Sul mostra preços firmes e competição externa

No Rio Grande do Sul, alguns poucos compradores realizaram negócios volumosos


No Rio Grande do Sul, alguns poucos compradores realizaram negócios volumosos No Rio Grande do Sul, alguns poucos compradores realizaram negócios volumosos - Foto: Mateus Zardin

O mercado de trigo apresentou movimentações distintas nos principais estados do Sul do país ao longo da semana, com negócios pontuais, influência do câmbio sobre os importados e ajustes regionais de preços no mercado físico. De acordo com a TF Agroeconômica, as negociações refletiram tanto a situação de abastecimento dos moinhos quanto a competitividade entre origens nacionais e externas.

No Rio Grande do Sul, alguns poucos compradores realizaram negócios volumosos, somando pelo menos 30 mil toneladas para entrega em março. Os moinhos estão cobertos para fevereiro e, em alguns casos, para parte de março, o que limitou a quantidade de operações. Ainda assim, ocorreram vendas pontuais, algumas com prazos curtos de pagamento, a preços entre R$ 1.150 e R$ 1.200 colocados nos moinhos. O trigo branqueador não apresentou vantagem de preço, mesmo com boa coloração, sendo negociado entre R$ 1.140 e R$ 1.150 FOB, com procura restrita. O preço da pedra ao produtor permaneceu em R$ 54,00 por saca em Panambi. Com a queda do dólar e dos preços externos, o trigo argentino ficou mais barato que o produto paranaense.

Em Santa Catarina, o trigo gaúcho e o paraguaio chegaram ao estado com valores inferiores às ofertas locais. Vendedores de trigo catarinense pediram R$ 1.250 CIF, sem avanço nos negócios, enquanto os moinhos seguiram se abastecendo com trigo do Rio Grande do Sul ao redor de R$ 1.070, acrescido de ICMS e frete. Para o trigo melhorador, houve tentativa de reajuste de cerca de R$ 50, com ofertas entre R$ 1.180 e R$ 1.210. Para a próxima safra, produtores comentaram redução de área, com migração para o milho. Os preços de balcão variaram de R$ 59,00 a R$ 64,00 por saca, conforme a região.

No Paraná, observou-se leve aumento da demanda e pequena elevação dos preços de referência, embora o mercado físico tenha mostrado valores específicos por região. Nos Campos Gerais, os preços ficaram em R$ 1.250 CIF para trigos de maior força e R$ 1.200 para trigo pão. Em outras regiões, as cotações oscilaram entre R$ 1.250 e R$ 1.280 CIF. O trigo gaúcho e o paraguaio continuaram competitivos. No porto, a pedida para trigo importado ficou próxima de US$ 250 nacionalizado, enquanto o trigo paraguaio apresentou preços entre US$ 235 e US$ 245 CIF, apesar de dificuldades logísticas.
 

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